A final-four da Taça da Liga 19/20 foi, também, a de Matheus… a brilhar na baliza do SC Braga!

Muitas vezes incompreendido e outras agastado pelas lesões sofridas – a última retirou-lhe de toda a temporada de 18/19 – desde que chegou a Portugal, Matheus é um guarda-redes com condições fantásticas para ser um guardião de bom nível a nível nacional e internacional…

Se a morfologia e capacidade atlética são acima da média, onde se notavam maiores debilidades era na estabilização da sua tomada de decisão (onde, por vezes, deixa o seu físico tomar conta da acção ao invés da “razão”). Mas nestes jogos finais e decisivos da Taça da Liga notou-se um guardião diferente. A manter o que tem de melhor, que são as capacidades físicas, aliou uma óptima tomada de decisão na sua zona e no espaço à sua frente em múltiplos momentos do jogo distintas, como a defesa da profundidade, jogo aéreo/situação de cruzamento.

Entre o “ir” e “ficar”, esteve a sua base emocional muito mais equilibrada que ajudaram a uma consistência na sua tomada de decisões em zonas de conforto ou fora da mesma. Saber ir, é uma virtude. Mas o saber ficar, e como o fazer, também é preciso valorizar. E Matheus conseguiu o maior destes equilíbrios para responder com total assertividade aos estímulos os jogos, de grande exigência, lhe iam oferecendo. E foi muito completo nas suas acções, mostrando total foco a 90 minutos nas partidas e oferecendo a devida calma e serenidade a partir de traz.

Grande mérito e relevo ao trabalho específico que o mister Jorge Vital tem feito na equipa A do SC Braga e também em todo o departamento de treino de guarda-redes no clube, transversalmente, um dos maiores respeitados a nível nacional.

Ora vejam de seguida as suas melhores acções contra o Sporting CP (vitória por 2-1 na meia-final) e FC Porto (vitória por 1-0 na final), respectivamente, onde foi claro destaque para a conquista da Taça da Liga 19/20 pelo SC Braga.

Imagens via Instat e de Sporttv Portugal

 

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