Alguns aspectos chave (e de base) que o guardião deve controlar/ter para um melhor desempenho!

Nota prévia: quaisquer destes aspectos não estão colocados de forma hierárquica. Como tal, devem ser vistos como a base para depois aplicar em determinado GR ou contexto. 

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Seguem então os tais elementos:

Corpo (como fazer e estar)

Posicionamento (onde estar no campo)

Bola (movimento e alcance da mesma, e dependente do adversário)

Além disto, a comunicação é crucial. Um GR sem linguagem verbal e não verbal (corporal) não vai desenvolver todo o seu potencial a nível individual e coletivo.

– Controlo do corpo (estar e fazer)

É mecânico, para a ação e na postura (antes, durante e após a ação). Como (re)agir e mover. Ter um total controlo do próprio corpo é essencial para ações curtas/longas com e sem bola. O GR (e qualquer atleta) precisa de conhecer muito bem o seu corpo na capacidade actual e potencial para o total domínio das ações.

– Posicionamento no campo (onde estar, e quando)

É preciso dominar o espaço onde estar e diferenciar posicionamentos mediante o movimento da bola, as ações da sua defesa e ataque contrário com e sem bola, etc…

Sugestão de posicionamentos do GR em momento defensivo.

Esta é apenas uma sugestão e referência de zonas. Dividir o campo em 4 zonas (Com o adversário na posse da bola) e as respectivas zonas posicionais do GR na área defensiva.

– Bola (defensiva)

Não controlamos a bola aqui, estando assim dependentes de outros, quando não a temos na nossa posse (momento defensivo). Portanto o melhor e mais completo controlo da bola no seu movimento, em velocidade, alcance e trajectória, e na ação de quem a tem, é essencial. Com uma concentração e leitura/percepção do jogo, o GR pode actuar com mais acerto e precisão.

– Bola (ofensiva)

Agora temos, neste momento, o controlo da bola. Conseguimos definir o ritmo do jogo (acelerar ou abrandar, é uma das questões…). Temos hipótese de jogar de curto a longo, no centro ou na largura. Ter decisões com responsabilidade com um pensamento integrado. Construir confiança com os colegas, equipa técnica e às vezes com os adeptos… é essencial para uma boa percepção sobre o GR na forma como é visto pelos outros.

– Comunicação

O guarda-redes que não comunica, de forma verbal e não verbal, está “morto em campo”. Não te esqueças – sim, isto é para ti que és GR – que vês o jogo todo de frente: posicionalmente és o último no campo… mas se comunicas, és o primeiro.

Com esta visão, o GR tem vantagem. Que use em seu (e da equipa) benefício. Construir confiança – sim, estamos a repetir – com todos os intervenientes que tenham o mesmo objectivo. Ajudem os vossos colegas com mensagens assertivas e relevantes. Alertem, por exemplo, quando estes possam estar em perigo e dêem alternativas. Estejam sempre alinhados com a vossa equipa.

Para conclusão, o GR precisa de controlar: posicionamento, corpo e comunicação. Estes dependem apenas de si. A bola é outra variável que temos de ter em conta mas está dependente de outros.

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