A ousadia de ir além e fazer o que não é rotina. O ataque frontal em antecipação de Renan

Renan é um guardião de maior índole reactiva principalmente quando se fala em jogo aéreo. Normalmente prefere ganhar esse tempo, enquanto a bola está no ar, para se preparar a nível posicional e corporal para um possível remate em vez de tentar antecipar e impedir que exista sequer. E contra o Braga teve um lance que teve tanto de difícil… como de incrível.

Quantas vezes vemos, na alta roda profissional e com sucesso, um ataque frontal em voo após cruzamento para a área e evitar assim o perigo? Poucas. Porque é uma acção de alto risco, de grande exigência atlética e que pela junção do contexto e dificuldade, pela análise e execução, pode tornar a decisão/acção mais complicadas.  E foi além do que é a sua rotina… e teve sucesso. E para tal precisou:

  1. Posicionamento perto da linha da pequena área, numa bola cruzada pouco depois do meio campo.

  2. Orientação do corpo e apoios, com total visão do lance entre a bola e o centro de jogo, permitindo um bom campo de análise ao nível do espaço (entender a trajectória da bola, movimento dos avançados contrários e dos seus colegas, etc)

  3. Rápido ajuste, após primeiro movimento de ataque, da zona do adversário para a sua frente impedindo que houvesse desvio

  4. E o gesto convicto, com o corpo esticado desde os membros superiores aos inferiores, permitindo um maior alcance do espaço para fazer o desvio (e bem, a duas mãos)

  5. Não dissociar, claro, a confiança do lance. E a noção que tomar uma decisão é sempre melhor que uma “não decisão”…

Ora vejam o lance, de vários ângulos, para melhor visualização:

 

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