A partir da baliza, o novo Celta de Vigo de Miguel Cardoso: as bases aproveitadas e o cunho pessoal

Miguel Cardoso é o actual treinador dos espanhóis do Celta de Vigo e com ele vem uma ideia que tentou aplicar nos clubes onde passou (principalmente Rio Ave e Nantes, um com sucesso e outro não). O futebol apoiado desde trás, com posse de bola paciente e com várias soluções de passe curtas, para levar a bola ao ataque de forma sustentada e ponderada.

Ontem fez a sua estreia, numa derrota no campo do Real Sociedad por 2-1. Muitas dores de crescimento ainda, com algumas posses de bola perdidas em zonas recuadas, mas uma ideia já começa a ser passada aos jogadores e aos adeptos do clube: a equipa vai querer sempre jogar, e desde trás. Agora, porque muito se falou já desde ontem desta “nova” circulação de bola da equipa, há que ter em conta que o treinador está a aproveitar algumas bases deixadas para aplicar a sua ideia.

Ideia 1: O GR é o pêndulo da equipa mais recuado, quem temporiza o jogo e dá o mote para a jogada mediante as alternativas criadas pela equipa, sendo que a sua prioridade é sempre jogar desde trás, mesmo com pressão.

Ideia 2: Os dois centrais são soluções tal como os dois médios. Se um dos médios que recua está marcado, aparece outro ao lado a dar solução. A construção é feita entre 4 e 5 jogadores (a contar com o GR) e de forma paciente. Passada a área, pode haver o transporte de bola mais rápido ou a bola é que acelera com um passe tenso para as referências ao centro do jogo a meio-campo. Mas o GR é sempre uma das peças chave, no passe, na linha de passe e na cobertura feita aos defesas caso perca a bola.

Ideia 3: Alas projectados para ajudar a dar largura ao jogo a meio-campo: dando espaço aos defesas e médios para jogar ao centro e dando solução ao passe a média distância desde o defesa ou o GR.

As diferenças já evidentes para os jogos passados – pegamos no jogo de um mês atrás, na vitória por 4-0 ao Eibar – é na paciência e calma na construção e que vem desde o GR. Ele é quem equilibra a equipa e quem marca o ritmo do início da jogada. Antes, quando apertado, batia de forma imediata. Neste momento já se nota uma intenção de sair em praticamente todos os momentos. Se há pressão, aproximam-se mais homens para ajudar na construção. Mas a intenção já é clara do jogo apoiado e muito jogo de posição. Miguel Cardoso aproveitou a qualidade técnica dos seus médios e defesas, tal como os apoios que já davam atrás na saída de bola, para garantir o cunho pessoal da paciência. E é aqui que está já um indício de diferenças para o passado.

E as palavras deste mesmo guardião, capitão de equipa, sobre os primeiros dias do treinador suportam esta ideia:

As primeiras impressões são as de construir um jogo a partir de trás e minorar os riscos, para, a partir daí, criar perigo para a equipa contrária”

Façam o comparativo entre este jogo de ontem e o tal de comparação há 1 mês atrás, com uma equipa que gosta de jogar… mas que precisa de ter esse estímulo desde cima, pois os jogadores com qualidade técnica já possuem, falta justificar isso em prol do colectivo para garantir resultados também:

Vs Real Sociedad (28-nov)

Vs Eibar (27-out)

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

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