Análises: Noções de espaço, as zonas vermelhas e proibidas (com apenas uma excepção)…

O exemplo é relativo a Odysseas Vlachodimos, mas podia ser qualquer um. Serve para lição de quem nos vê que há zonas proibidas na saída da área, com poucas excepções – e essas têm de ser bem interpretadas – para a melhor e mais adequada intercepção no espaço. Falamos, como exemplo para o tema, do 3o golo do Moreirense na Luz, na vitória contra o Benfica.

Numa bola chutada para a frente por Jhonatan, guardião contrário, Odysseas sai-se fora da área, num corredor lateral, quando Jardel controlava a bola e tinha um jogador perto de si. O guardião do Benfica quase chocava com Jardel que, para sair daquela zona e conflito, acaba por dar a bola ao adversário posteriormente ao corte, já Odysseas caminhava para a baliza. É aqui que introduzimos a noção de bola proibida, fora da área, para o guarda-redes se sair. Com a nuance que uma bola batida pelo GR contrário dá tempo, e espaço, para uma boa tomada de decisão tendo com base todos os pormenores à volta.

Assume-se, ao mais alto nível, que há zonas no espaço à frente da área que são quase proibidas, como é o caso dos corredores – que podem ir da ponta da área, até à linha lateral ou da ponta da pequena área até à linha lateral. Fica esta interpretação ao critério do treinador de guarda-redes. O importante aqui referir é que:

  • Nas zonas a vermelho, são zonas geralmente proibidas para uma tomada de decisão mais repentina do guardião. Se, com espaço e sem oposição, pode sair com a certeza que consegue controlar o lance. 
  • Este caso fica ainda mais vincado quando a bola está controlável pela defesa/avançado e estes estão em marcação mútua – que é o caso. Nestes casos, o guarda-redes tem de ser um facilitador e dar cobertura no espaço, quase exista uma intercepção do avançado ou do central para um passe atrasado.
  • A trajectória da bola é mais no sentido da largura, ou seja, está a cortar para fora. Logo em teoria oferece menos perigo…
  • As zonas aqui marcadas são zonas de alerta, mais positivo ou negativo. Isto é, mais importante que a zona é entender o contexto para se averiguar se a saída da área faz sentido ou não. Tais como: momento do jogo, resultado, espaço para interceptar, trajectória da bola, adversários e colegas de equipa. Tudo isto requer uma análise rápida e pormenorizada para uma boa tomada de decisão: ir ou ficar.

Eis o lance:

É importante termos a noção do guarda-redes moderno que se quer que domine o espaço nas costas da sua defesa. Mas mais importante que isso, é entender como e quando se deve adoptar isso para benefício da equipa. E há momentos e zonas óptimas para exercer essa capacidade que cada vez mais é trabalhada, no sentido da interpretação do lance e da tomada de decisão rápida e eficaz.

Outra nota, que é importante salientar: o jogo não estava a correr bem ao clube e, um movimento destes, podia ter a intenção de “agarrar” na equipa com gestos ousados, dando essa parte de motivação, tendo sido um movimento mais emocional que racional.

Última nota, em conclusão, existem também estas zonas “vermelhas” no contexto de 1×1 em que o GR tem de ter a mesma interpretação do contexto para a tomada de decisão. E as linhas são as mesmas mas atravessam a área.

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

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