Andre Onana – o guardião africano mais europeu que brilha no Ajax

Aos 22 anos, Onana é uma das maiores promessas a nível mundial para as balizas. De formação partilhada entre Barcelona (que chegou ao abrigo de uma fundação camaronesa, do país onde é nativo) e Ajax, tem uma das aprendizagens mais ricas que um atleta pode ter, entre duas das melhores escolas que existem de futebol, principalmente no que querem dos seus jogadores – de posse, proactivos na procura da mesma, simplicidade de processos e jogo muito apoiado. E ele dá isso desde trás… No Barcelona, na formação, tem com título maior no seu curriculo a vitória na Youth League.

Brilha no clube holandês desde 2016, sendo dos maiores activos do plantel de momento, numa equipa que se tem vindo a potenciar nas bases da escola lançada por Cruyff e se está a tentar re-erguer. No seu ano de estreia, em 2016/2017 chegou à final da Liga Europa, pelo Ajax, perdendo a final contra o Manchester United. Na altura tinha 19/20 anos de idade.

Isto num ano em que não quis ser convocado para a selecção de Camarões (da qual é internacional) para a CAN da época, para se focar na liga/Europa. Nessa edição, a sua Nação foi campeã africana e na baliza estava Ondoa, com um percurso idêntico ao seu na formação mas num clube de menor dimensão ao dia de hoje, no Oostende (Bélgica). Um daqueles azares… podia ter mais um título na sua carreira.

O que vale

O seu rendimento assenta-se em quatro pontos basilares:

  • Deslocamentos rápidos dentro e fora da baliza;

  • Equilíbrio do corpo em todas as acções (de saída ou de reacção na baliza)

  • Capacidade no 1×1 defensivo (pelo equilíbrio que tem do corpo e gestos técnicos aprimorados e bem trabalhados, que são produto de La Masia)

  • Distribuição com os pés, com ambos, apesar de ter como dominante o direito, e facilidade em queimar linhas com passes em largura de qualidade ou entre-linhas rasteiro

  • Orienta o corpo, e defende, muito bem para remates adversários, vindo do exterior da área ou interior, tendo bastante facilidade em voar (impulso) e a cair (queda).

  • Domínio do espaço

No Ajax são todos estes aspectos que são potenciados a níveis acima da média porque é um clube com um tipo de futebol que precisa de um guardião destas características. As suas maiores fragilidades são o jogo aéreo, entre o “ficar e o ir” existem algumas indecisões na tomada de decisão base, e as oscilações de foco, onde por vezes se deslumbra com a jogada e o espaço ocupado e não se posiciona das melhores formas porque entrega muita emotividade ao jogo.

Em suma, um guardião que tem bases muito bem consolidadas e com margem de progressão em abundância, que tem tentado cada vez mais ser mais simples na forma de jogar e menos imprevisível para a equipa não se desmontar. Dos melhores talentos africanos na baliza, pela capacidade técnica e de decisão, que existe no futebol europeu.

Ficam alguns lances de destaque do guardião camaronês:

Distribuição com os pés vs Bayern Munique (Champions):

 

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

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