É possível dar um trabalho “mais profissional”, no treino de GR, no futebol universitário?

Fui surpreendido com o interesse do João Pedro Cordeiro do bancada.pt, num artigo que fala do futebol universitário, com base no seu espectro de acção actual e potencial futuro, pelas diferentes parcerias com a RealFevr (patrocinador da competição) tal como do Bola na Rede, site desportivo que apostou neste campeonato – ver aqui o artigo

Da nossa parte, referente às balizas pel’A Última Barreira, respondeu o seu responsável Gonçalo Xavier que está a dar treino de guarda-redes na faculdade do ISCTE, onde está inserido numa equipa técnica com João Almeida Rosa (principal) , Steve Grácio e Francisco Henriques. Uma preocupação, essencialmente, a ajudar o guarda-redes a decidir… fica o excerto, do artigo supra referido, numa reportagem sobre o futebol universitário com especial foco nos treinadores e trabalho do ISCTE:

” (…) À equipa técnica do ISCTE não falta também um treinador de guarda redes. Falámos com Gonçalo Xavier para entendermos melhor o nível técnico dos atletas neste contexto e quais as dificuldades que um treinador de guarda redes sente a treinar a este nível. É possível adaptar a metodologia de treino e trabalho mais profissional ao futebol universitário?

“É sempre possível desde que haja vontade para isso. De quem dá o treino e de quem é treinado. Principalmente um treino personalizado para cada guarda-redes, depois de uma análise prévia de características fortes e menos fortes, e tentar complementar o treino para isso com o feedback ao longo dos exercícios”

O guarda-redes é o próprio guião do teu trabalho, neste caso específico. É ele, indiretamente, que vai dar as bases para tu elaborares os exercícios de forma mais fechada (previsível e mais técnico) ou mais abertos (imprevisíveis, mais integrados – contexto de jogo). Esse trabalho personalizado é bem recebido pelo atleta porque ele sente que é algo que está feito à medida das suas necessidades e não são exercícios chavão gerais, que servem os propósitos de treino de guarda-redes… mas não do guarda-redes em questão”, acrescentou.

“Com isto, por todas as restrições – menor número de bolas para o treino, a existência ou não de uma baliza para o trabalho, o espaço… tudo isso tem de ser enquadrado e com devida procura de alternativa rápida para o trabalho valer a pena naquele tempo para o treino específico. E temos de fazer valer isso e a procura da melhor decisão e ser inteligente na tomada da mesma é a parte basilar do nosso trabalho no ISCTE, do qual sou responsável. Fazer perceber porque deve ficar na baliza em bolas descobertas, para ter mais espaço e tempo de decisão, e porque deve estar mais subido quando a bola está coberta e temos a defesa alta a pressionar para ele controlar o espaço. Pensar o jogo é muito importante e alguns jogadores podem não ter essas bases e precisar de afinar esse pormenor. Afinando isso, e já possuindo por exemplo a parte técnica, ficarão certamente melhores jogadores no final de cada treino. Entender o “como” e o “porquê” é essencial para se agir em conformidade. E isso tudo é estudado e alertado, dentro e fora do treino, onde falamos abertamente de guarda-redes pelo mundo fora e as suas decisões”

“Mas, e então, qual é o nível dos guarda redes neste patamar competitivo? Há semelhanças com o nível apresentado, por exemplo, em contexto de futebol distrital?” (acrescentou o jornalista)

“É difícil dizer. Porque são muito jovens, muitos a chegar ao futebol sénior e sem estímulos tão exigentes como do distrital. Mas sinto que há problemas de bases não consolidadas a nível técnico, mas o que é mais impactante é o nível de decisão. Daí ser algo que trabalho. Poucos guarda redes pensam o jogo, apenas executam. E quem chegar a esse ponto de boas decisões, será sempre destaque porque não é comum”

Artigo em bancada.pt, ver aqui

A título de complemento, eis um exemplo do trabalho feito com base no pormenor (neste caso para o GR ser uma mais valia no integrado), e a avaliação feita desse mesmo pormenor que é passada de forma aberta – com os outros guardiões da equipa a debater também – para a melhoria de todos.

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

(Carregar na imagem para ver o website e a sua oferta, entre luvas, equipamentos, materiais de treino)

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