Análise: Da barreira à acção final, o caminho para um golo de livre de Sérgio Oliveira

Este fim-de-semana o FC Porto venceu no Bonfim, por 2-0, o Vitória FC e o segundo golo foi marcado de livre directo, em zona central, por Sérgio Oliveira poucos minutos depois de ter entrado no jogo. E um golo em que Joel Pereira, guardião adversário, não fica bem na imagem… tanto pela acção final, como pelos momentos antes de ser cobrado o livre. Vamos por passos… mas antes, fica o lance:

Primeiro ponto: O número de batedores para o livre – apenas 1, Sérgio Oliveira

Sérgio Oliveira, em zona central, tem por norma bater à baliza forte destas zonas. Sendo apenas o único para bater, com o pé direito como dominante, Joel tinha de procurar condicionar o remate com a barreira e posicionar-se para optimizar o espaço e tempo para defesa.

Segundo ponto: A barreira de 2 jogadores e o seu posicionamento

Dois homens, numa zona central, em que o mais baixo é colocado do lado esquerdo. É uma opção que convida o adversário a bater em jeito ao invés de em força para o lado forte do GR. E, se bate em jeito, retira força ao remate (e dá tempo e espaço para Joel recuperar após remate) e também o potencial do batedor que é mais forte quando coloca força no remate. Podia tomar a outra opção, de meter o homem mais alto do lado esquerdo e “convidar” ao remate forte para o seu lado – como viria a acontecer.

Número de jogadores na barreira coerente e aceitável. 

Terceiro ponto: A Bissectriz entre o GR e a bola não parece ser respeitada (como mostra a imagem em destaque)

Parece que se coloca atrás da barreira, estando esta muito central e não para um dos lados (como podia estar, tendo em conta a forma como queria abordar o remate, limitando a acção do batedor a um dos lados apenas à partida). Com pouca visibilidade da bola e dificultando assim a sua acção e reacção ao remate.

Quarto ponto: A abordagem ao remate

Fixou apoios, antes do remate partir. Depois deste sair dos pés de Sérgio, não faz um reajuste à trajectória da bola e apenas “cai” para o lance, desequilibrado e sem as mãos aptas para a defesa, ficando a sensação que não saberia se havia de agarrar ou desviar (o próprio gesto técnico transparece esta indecisão).

Numa exibição menos conseguida de um guardião com talento, é importante ir além do “errou bastante” e procurar dissecar, de forma construtiva e neste caso didáctica, um erro de um guarda-redes profissional,  para servir de lição futura em abordagens a lances de livre directo em zona central.

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

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