Helton/Ricardo: Quando as acções e a (in)correcção das mesmas geram resultados díspares

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

É factual, se num resumo/ficha de jogo, aparece que o guarda-redes fez um auto-golo é imediatamente julgado. Mas, como tudo na vida, não se deixem alhear de conclusões precipitadas sem observarem… tal como acções menos correctas podem dar bons resultados. Daí a beleza do futebol porque, nem sempre, a correcção – ou falta dela – das acções nem sempre pode gerar o resultado previsto. Falamos do Boavista 1-2 Chaves de ontem, onde quando se fala de acções de GR… é preciso uma grande revisão à priori para não se incorrer em erros de análise precipitados.

O auto-golo de Helton Leite:

Perante um remate de longa distância, e que sofreu um desvio pelo caminho, Helton (Boavista) atirou-se para a bola e embateu no poste. O efeito era tanto que, após embate no poste, bate nas costas do guardião e entra na baliza. Na ficha de jogo tem de ser tido como auto-golo mas… onde estiveram mesmo as suas culpas? Quando o facto (de ter feito auto-golo) não é demonstrativo da sua qualidade, ou não, na acção. Ora vejam o momento:

Decidir aos 95 minutos, por Ricardo, numa acção confusa mas eficaz no final: 

No último lance de jogo, o Boavista teve uma claríssima oportunidade de golo num canto. Numa bola parada onde a área estava super povoada, pelo momento da partida adiantado, o guarda-redes se opta pela decisão de ficar na baliza corre tantos riscos como se saísse, mesmo que existam diferenças entre a passividade e proactividade que podem ser decisivas, mas aqui não. Pela imprevisibilidade das acções pelos múltiplos corpos na área. São lances muito difíceis mesmo (ficar, ou ir, que decisão tomar?)

Quando recupera após a primeira decisão de deslocamento para o segundo poste, apesar da maior densidade de atletas estar entre o primeiro poste e o centro. A percepção (mais longa ou curta) que se tem do movimento da bola por vezes trai o guardião e a sua tomada de decisão.

Ricardo (Chaves) teve esses momentos. Posicionado entre o centro e o 2o poste, decidiu ir  e voltar, em meros segundos. Mas o jogo é tão aleatório por vezes que aquele que não era um posicionamento (na teoria) correcto, deu a decisão do jogo mais recompensadora: a defesa para a vitória. Neste jogo foi o certo, mas a teoria a longo prazo costuma dar bons resultados. Aqui a fortuna esteve do lado do guardião e, diga-se, de forma merecida pelo que tem feito esta época. Mas não se tomem os factos (decidir aos 95 minutos com a defesa da vitória) como consumados sem análise. Neste jogo deu bem. Vejam o momento:

É importante salientar e referir as acções, mas também mostrar (além dos factos) a explicação do “porquê” determinada acção. Entender e adaptar ao lance em específico. É nisto que sai uma análise em que aqui, se nos cingirmos apenas ao resultado final das acções, não vamos concluir com muita precisão sobre a assertividade das mesmas além da conclusão da mesma. 

É futebol. Por vezes é aleatório com resultados díspares independentemente da boa, ou não, correcção das acções.

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