Os lados opostos da racionalidade e da segurança. Vlachodimos e Paschalakis num jogo de milhões

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

Enfrentaram-se gregos nas balizas de um encontro que ditava o acesso a 43 Milhões de euros imediatos, por um lugar na Champions. Um meio grego meio alemão, outro literalmente grego num clube da sua nacionalidade. E se o jogo parecia pender para o grego da casa… virou rapidamente para o outro. Isto porque um soube controlar os nervos iniciais e o outro não se soube controlar, com excesso de sangue na cabeça que lhe aceleraram o pensamento sem dar lugar a qualquer racionalidade. Falamos, respectivamente, de Vlachodimos (Benfica) e de Paschalakis (PAOK).

O domínio do contexto, do próprio corpo e da mente, é essencial ao sucesso. Ao mínimo descontrolo, pode-se perder um jogador… fazendo perder uma equipa e, neste caso, fazer perder milhões. E este último, Paschalakis, que já dava indícios de ser descontrolado em exibições, podendo ser capaz do melhor e do pior, como referimos neste artigo:

E ele é isto, tanto de genial como de displicente (no sentido de permitir novas oportunidades de remate) porque tenta ser o mais eficaz possível na sua tarefa – defender. Daí que a sua possível actuação nesta eliminatória contra o SL Benfica possa ser… imprevisível. (ver aqui artigo)

E este foi o grego do PAOK, que se descontrolou emocionalmente ao ponto de fazer um erro inacreditável que deu o penalty (2o golo) e a partir daí não se encontrou mais. (ver aqui o lance).  Já estava algo descontrolado nas acções que estava a executar e isso passou para dentro de si e para todos que o rodeavam. E este carisma e impacto na equipa é tão grande que, na primeira mão, brilhou para “segurar” um bom resultado – em teoria – de 1-1 fora de casa (ver aqui), e hoje foi exactamente o contrário, tal como já tínhamos referido, da inconsistência do seu jogo. E isto num guardião com grande potencialidade física mas na componente mental é muito condicionado pelo ambiente e a forma irracional como encara muitos lances, que lhe afectam a tomada de decisão e o resultado da mesma.

Do outro lado, Vlachodimos não estava a dar os sinais mais positivos até ao golo mas, curiosamente, após o mesmo cresceu com a partida. Acertou uma grande quantidade de passes longos (criteriosos e não meros despejos de bola), foi excelente na reacção a remates de zonas interiores e que seguraram a equipa em momentos decisivos (uma na primeira parte e mais duas na segunda parte, estas últimas com o resultado já avolumado), mas principalmente sentiu conforto num campo que visitou nas últimas épocas pelo Panathinaikos. Não sentiu o ambiente, não sentiu nada contraditório em pensamento e em movimento. Teve o sangue a correr nas veias na medida certa, no corpo inteiro e não em excesso na cabeça como o seu compatriota na baliza contrária. É alguém que não arrisca muito quando não acha que seja necessário porque procura a eficácia. (ver aqui análise)Fez um excelente jogo e foi um herói neste jogo que vai ser esquecido porque a sua equipa goleou e Paschalakis vai ser vilão porque errou hoje e se… ainda estavam na eliminatória, muito se devia a ele pela excelente exibição na 1a mão.

É a vida de um guarda-redes, vive no limbo entre o êxito e o vangloriar geral e do fracasso e da crítica fácil. E sobre isto… terminamos com esta mensagem:

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