Cláudio Ramos (Tondela) vai ficar esquecido até quando? Já não era altura de valorizar?

Por Gonçalo Xavier, A Última Barreira 

Não há, mesmo, no futebol da principal liga portuguesa na actualidade, guarda-redes mais consistente, época após época, que Cláudio Ramos. E fá-lo no Tondela, onde já se viu em vias de descida de divisão por duas vezes e neste momento é um clube estável na 1a liga. Num clube onde ele foi a figura maior na permanência e, também não esquecer, na subida histórica há 4 anos ao principal escalão. Quando falamos em Tondela o pensamento é automático em pensar em Cláudio Ramos. É inevitável, tal a qualidade que já habituou o país inteiro ao ponto de, quase de forma unânime, se achar justa a sua convocatória para o Mundial’18, como prémio justo por tantas épocas de qualidade. E quando se chega a esse ponto… é porque ele tem de ser especial, até porque não joga nos maiores clubes de Portugal, pelo contrário, mas sim num dos clubes mais modestos da liga, onde a visibilidade ao público em geral é inevitavelmente menor.

Não é o guarda-redes mais alto. Daí ser, talvez, um dos seus maiores handicaps nesta sociedade futebolística em que o guardião tem de ter altura mínima. Pode-se perder o maior talento mas tem de ter esse rótulo senão não é atractivo para o mercado global. Não é um activo valioso se não tiver mais de 1.87m. E este é um número arranjado à pressa. Mas é um valor de tabela. Tem menos? Coloca-se de lado, como um excel em que se faz o filtro para “X valor” e ficam ocultos aqueles que não chegam a tais valores. E são estes os esquecidos… e que merecem mais. Tão mais por vezes…

Claúdio defende fora da baliza. Não é o mais alto mas faz-se de tal. A confiança e as capacidades atléticas que tem, com os posicionamentos sempre adequados, fazem de si alguém que é difícil de bater. De um nível mental superlativo tenta, a todo o instante, que as suas menores valências morfológicas em comparação com os demais de maior estatura, façam quebrar esse estereótipo pela forma de actuar. Os jogadores do Tondela já encaram o guardião como o maior líder em campo, que dita todos os momentos do jogo e segura a equipa quando mais precisa.

Hoje foi apenas mais um desses casos, contra um dos clubes que participou na sua formação como guardião (Vitória SC), e foi – novamente – crucial para a vitória por 2-0 no campo do adversário para o acesso à fase de grupos da Taça da Liga, encontro esse que marca o início da época 18/19. Mas já estava na altura de uma maior valorização e dar-lhe um palco condigno com a sua qualidade acima da média. Para bem dele e da baliza portuguesa. Que talento…

Fica o resumo do que fez esta noite em Guimarães, na vitória por 2-0 do Tondela:

 

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