Já não há mais palavras a não ser: foram avisados, Argentina…

Sergio Romero já não era a maior solução na antevisão da Argentina no Mundial 2018, não por falta de qualidade mas pelo défice de jogos nas últimas épocas (com De Gea na titularidade…), mas a baliza argentina – e convenhamos, não só – precisa de uma mudança. E existem muitos (e bons!) candidatos. À cabeça, Armani, Rulli e Marchesin. São três guardiões em plena afirmação e que merecem palcos maiores, principalmente na representação das suas nações.

Willy Caballero assumiu a baliza para este Mundial, após lesão de Romero. Se Romero mal jogou esta época… o que dizer de Willy, no Chelsea? Totalmente coberto por Courtois, foi jogando nas taças. Mas muito pouco para um guardião que precisa de entrar num Mundial, ainda por cima o seu primeiro como titular, em alta roda. E não foi o que aconteceu. O ritmo de jogo e da competição dão níveis competitivos que são mais vantajosos que o “descanso” da competição e apenas foco no treino. E já se previa que fosse este um dos pontos fracos desta Argentina… mas não só! Serão os guarda-redes em questão as vítimas ou os réus? É que o resto da equipa (se é que podemos descrever este conjunto de jogadores com este nome), não corresponde em campo e desequilibra-se no todo, não apenas no guarda-redes.

Se Willy errou (e muito) no primeiro golo, complicando algo simples e sendo castigado severamente por isso, não é desculpável a restante exibição da Argentina a partir disso. Foi deplorável, e a descrição é simpática. Mas focando apenas na baliza… já tínhamos falado do assunto, em jeito de aviso ou previsão, que a selecção metaforizando-a como um corpo, não tinha nem pés nem pernas e tronco. E assim não consegue andar… (podem ver aqui o artigo sobre o assunto)

Uma selecção que precisa de uma reformulação quase total, apesar do enorme talento. E nas balizas é visível o problema e as soluções. Estão lá para serem vistas e serem aposta… se não for neste Mundial, que a tarefa parece complicada de passagem, que seja na próxima Copa América. Porque eles merecem e aquela nação merece melhor gestão nas balizas.

Fica o golo, em que tenta dar “chapéu” ao jogador que vinha desse lado da pressão:

  • Gonçalo Xavier – A Última Barreira
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