Os guardiões portugueses nos Mundiais: 2002, Vitor Baía

Convocado ao lado do recém campeão nacional pelo Sporting, Nelson Pereira, e Ricardo Pereira, na altura no Boavista e uma época após ser campeão pelo clube do Bessa, o titular da baliza de Portugal no Mundial 2002 no Japão/Coreia, foi Vitor Baía, na altura no FC Porto. Voltavam a um Mundial 16 anos depois e, a partir desta competição, Portugal nunca mais falhou um Mundial.

Indiscutível no clube, exibia-se a níveis altíssimos, prova disso foram as conquistas que se seguiram e que mesmo assim fizeram-no falhar o Euro 2004, quando acabara de ganhar competições europeias de clubes pelos “dragões”. Com 80 internacionalizações, é uma das maiores lendas do futebol nacional no que diz respeito às balizas e unanimemente respeitado. 

Portugal não passou da fase de grupos, com apenas 3 pontos numa goleada por 4-0 contra a Polónia. Desiludiu contra os Estados Unidos da América numa derrota por 3-2 e contra a anfitriã Coreia do Sul, por 1-0, num golo que ainda hoje mencionam que podia ser facilmente defendido por Baía, mas onde a memória falha foram nos inúmeros golos falhados pelos coreanos em contra-ataque em que Vitor Baía foi incrível no 1×1, como podem atestar no seguinte video:

Vitor Baía foi um dos elementos que menos desiludiu na competição por parte dos portugueses, numa competição abaixo das expectativas naquela que era tida como a “geração de ouro” mas a sua carreira a partir daí, a nível invididual, teve de tudo nos clubes… ganhar Champions, Taça UEFA, campeonatos, tudo. Menos… e a decisão mais chocante dos últimos anos nas balizas nacionais, a confiança de Scolari para o Europeu seguinte em Portugal, em 2004. Nem convocado foi, num ano que venceu a Champions. Vá-se lá entender as teorias do “Chefão” Scolari…

Mas Vitor Baía marcou uma época nas balizas nacionais, sendo hoje uma das caras do treino e desenvolvimento dos guardiões nacionais. E não podia haver melhor “padrinho” num guardião que tinha como alcunha “Vitor Balizas” e que foi ídolo (e é) de milhares de pessoas portuguesas.

  • Gonçalo Xavier, A Última Barreira

 

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