Os guarda-redes no Mundial’18. Expectativas, surpresas e o que podem render!

Amanhã começa o Mundial 2018 na Rússia e é importante assinalar os guardiões presentes na mesma competição, o que lhes espera e as maiores (e menores) expectativas sob os mesmos. Antes de começar, fica a imagem geral dos jogos da competição:

Posto isto, alguns nomes a ter em atenção:

Manuel Neuer (Alemanha), De Gea (Espanha), Alisson (Brasil), Pickford (Inglaterra) e Courtois (Bélgica), Rui Patrício (Portugal), apesar dos problemas no clube, e Lloris (França) e até Muslera (Uruguai).  Estes são os óbvios e das equipas mais favoritas à vitória final no Mundial. Falta uma selecção e enorme poder, Argentina, sobre a qual já falámos na sua baliza há poucos meses e da qual não temos esperanças de grande rendimento na baliza. (ver aqui)

Mas, afinal quem podem ser as surpresas? Existem nomes que podem nem passar da fase de grupos, mas que vão ter papel essencial no rendimento das suas equipas além dos mais famosos e de maior nomeada:

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Kasper Schmeichel (Dinamarca)

No grupo com França, Peru e Austrália, a Dinamarca irá lutar (em teoria) com a equipa sul-americana do Peru pela qualificação.

Pela primeira vez num Mundial, Kasper é o grande líder desta equipa que sonha com o sucesso de tempos anteriores, onde se destacava o seu pai Peter, por exemplo. Plenamente ligado à selecção e ao seu modelo de jogo, é um senhor dentro dos postes e o seu longo (e forte) pontapé é um dos símbolos desta selecção que potencia imenso o jogo directo, apesar de estar a reduzir esta capacidade nos últimos anos.

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Gallese (Peru)

No mesmo grupo que o guardião acima referido, pertence a um dos lotes de outsiders. Foi, talvez, o maior responsável por esta chegada ao Mundial, principalmente na segunda volta da fase de qualificação da zona sul-americana, onde fez exibições inacreditáveis. É um gato na baliza pela forma como nunca desiste de um lance e como cerra forças para evitar que a bola entre. É um guardião que, ao serviço da sua Nação, se torna quase imbatível e essa energia e força mental passa para toda a equipa que sabe que tem atrás alguém muito seguro. E a jogar como outsider neste grupo… pode gerar muitas surpresas!

 

 

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Olsen (Suécia)

Um dos nomes que, tal como os de cima, não se apresenta numa selecção com aspirações maiores de conquista da competição. Mas é, juntamente com o México (envolto em tanta polémica nestes dias antes da competição), o candidato à passagem além da Alemanha. E Olsen foi o desespero dos italianos na fase de playoff de acesso ao Mundial – ver aqui – pela serenidade e competência em que se coloca em todo o jogo, em qualquer momento, mas principalmente numa capacidade: força mental. Não se deixa afectar com grandes ambientes ou pressões externas e é um guardião coerente e linear no seu jogo. Posicionamento, espera, e bastante simples de processos, não sendo muito propenso a erros por estes mesmos motivos.  Pode ser a garantia de uma campanha de qualidade da Suécia que, é como quem diz, a passagem da fase de grupos.

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Pickford (Inglaterra)

Já foi mencionado em cima, mas apenas por ser o guardião titular de uma das candidatas à vitória final, mas merece esta distinção individual porque tem o potencial de ser uma das figuras mais surpreendentes desta competição.

Jordan Pickford foi no Verão uma das transferências mais caras de sempre e agora, ano depois, ganhou a baliza a Joe Hart e parte como o titular para o Mundial’18. Ele faz tudo em campo, e tudo o que é necessário num guardião moderno. De distribuição fácil, curta e longa, é uma das grandes qualidades que possui no seu jogo. Ainda a ganhar estabilidade a nível mental, é muito forte em questões de posicionamento e defesa de baliza (onde se inclui o contexto de 1×1). Não é um guardião que se saia muitas vezes pelo ar, mas responde a esses lances com relativa facilidade.  Tem potencial para seu o guardião do presente e do futuro de Inglaterra e ele, mais que todos, quer mostrar que merece o voto de confiança numa caminhada que se espera tudo… menos uma desilusão (como tem sido costume dos ingleses).

Depois há nomes, inquestionáveis de selecções menos poderosas como Ochoa (México), a baliza da Polónia – que ainda não se sabe publicamente quem será o titular, entre Szczesny e Fabianski -, Ospina que vai oferecer a estabilidade necessária à baliza da super talentosa colombiana, Subasic (Croácia) num dos grupos mais fortes do Mundial, Yann Sommer (Suiça) igual, Keylor Navas (Costa Rica) que está num grupo de quase impossível passagem mas será o desespero de todos, pela confiança que tem tido ultimamente pelas conquistas no clube, Akinfeev (Russia) que joga em casa e quer mostrar que a Russia pode ter hipóteses de ter sucesso na competição, etc etc.

Menção honrosa para o guardião egipcio, El-Hadary (ver aqui) que se irá tornar no guardião (e jogador) mais velho de sempre num Mundial.

Mas, relativamente a Portugal, vai enfrentar duas defesas muito coesas – além de Espanha – como Irão e Marrocos, defendidas por respectivamente Beiranvad (treinado especificamente por Alexandre Lopes, da equipa técnica de Carlos Queiroz), até recentemente campeão na liga iraniana pelo Persepolis, que joga numa seleção plena de capacidades defensivas, e Munir, que fez uma qualificação imaculada a nível defensivo (não sofreu golos na fase de grupos) e chegam em grande moral e sem nada a perder. Alvos difíceis de bater para os portugueses…

Se o Mundial’14 foi considerado o Mundial dos guardiões, este terá esse potencial? Há muita matéria prima…  Se no último Mundial saiu um eleito para Bola de Ouro, sendo ele guardião (Neuer), o que poderá acontecer nesta competição? Muito talento e expectativa…

  • Gonçalo Xavier – A Última Barreira
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