Os guardiões portugueses nos Mundiais: 1986, Vitor Damas e Manuel Bento

A segunda presença num Mundial por Portugal foi no México, em 1986, na competição que ficou intitulada com o nome de “a mão de Deus” com um golo de Diego Maradona dessa forma ilegal. Mas para lá chegar, teve de deixar para trás, nas qualificações, grandes selecções com o Suécia e Checoslováquia, sendo que em primeiro lugar ficou a Alemanha (que até perdeu contra os portugueses por 1-0)

Portugal contava na baliza, para a competição, com os seguintes guardiões:

Guarda-Redes: Bento (Benfica) ; Vítor Damas (Sporting) ; Jorge Martins (Belenenses), sendo a convocatória dominada nas balizas pelos clubes de Lisboa. Vitor Damas foi titular em dois jogos e Bento em um jogo. Estes dois jogaram com 38 anos de idade esta competição.

Se o início contra Inglaterra augurava algo de mais para os lusitanos, dessa vez por 1-0, eis que os jogos seguintes não tiveram os melhores resultados: derrota por 1-0 contra a Polónia e depois 3-1 contra Marrocos (estes últimos lideraram o grupo). Portugal foi uma grande desilusão, principalmente pelas derrotas que teve após a surpreendente vitória contra a Inglaterra na ronda inaugural, terminando em último lugar.

Entre a vitória sobre a Inglaterra e o jogo com a Polónia, Portugal sofreu um grave entrave, quando, numa sessão de treino, o experiente guarda-redes Manuel Bento fraturou o perónio e teve que ser substituído por Vitor Damas, que terminou assim os dois jogos da fase de grupos. 

Dois guardiões que marcaram uma geração nas balizas nacionais, na altura e para o futuro (ainda referências do Benfica e Sporting) e que na altura tiveram uma das maiores rivalidades (saudáveis) que o futebol nacional já conheceu. Rápidos, ágeis, felinos e corajosos, marcam ainda os guardiões portugueses, sendo a maior bandeira da baliza nacional nos anos 80.

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