A memória selectiva. O erro sobrevalorizado em comparação com o êxito. A última imagem…

Este final de tarde – e de época 17/18 no que diz respeito ao campeonato português – Rui Patrício errou. E errou (muito) feio. Vítima da displicência e da falta de foco. É tudo verdade. Deu a derrota (e não foi só isso…) ao Sporting CP esta tarde no Estádio dos Barreiros, por 2-1, e os “leões” falharam o acesso às eliminatórias da Champions. Mas é aqui que a memória podia (e devia) entrar… e estariam nesta posição de depender apenas de si, caso não existisse Rui esta época? Não sabemos… mas talvez não.

O guardião português ganhou, por si só, muitos pontos. Em casa, principalmente, é o maior destaque (ver aqui) com já 6 meses sem sofrer golos dentro de Alvalade. É obra. E não se conquista de forma aleatória. Talvez a equipa fosse mais entrosada dentro de portas em comparação com fora de casa mas, nesse campo, ele defendeu muito. Os dois “derbys” são o grande destaque nesses jogos nos duplos 0-0. E são muito esclarecedores da sua importância. E foi assim a época toda num dos melhores elementos da equipa. Será que se deve ter memória selectiva e só lembrar esta última imagem, ao invés de todos os pontos que já deu a ganhar?

Individualmente não merecia pelo histórico desta época. Uma boa época. Mas, tecnicamente falando e servindo de lição, mas a displicência paga-se (muito) cara. E é uma lição para todos… que não há bolas fáceis se não estivermos focados em cada lance. Mas isto não pode ser condição para se atacar, talvez, no melhor guardião da liga portuguesa esta época. Não é justa a análise. A posição de guarda-redes é tão ingrata que conta mais o erro que o acerto…

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