A ironia dos caminhos traçados e as consequências dos mesmos.

Saiu a convocatória brasileira para os próximos amigáveis de preparação para o Mundial’18. Se Alisson e Ederson já parecem os “homens da confiança” de Taffarel (treinador específico) e de Tite (treinador principal), resta sempre saber quem é o outro convocado para a baliza.

Normalmente, vai alguém do Brasileirão. Com Cássio, campeão brasileiro pelo Corinthians, com grande preponderância, há outros que se falaram que mereciam tal convocatória como Vanderlei (Santos) e Fábio (Cruzeiro), por exemplo. E é hábito alguém do campeonato brasileiro ser convocado… mas desta vez não aconteceu. Foi Neto, actualmente guardião do Valência, a ser o escolhido. E isto tem muita ironia nesta história…

Neto esteve na sombra de Buffon, na Juventus, durante alguns tempos. Duas épocas mais concretamente. Soube aprender com um dos melhores de sempre e abdicou de jogar com regularidade em prol de melhorar o seu jogo. Falou-se que seria o substituto do italiano na Juventus mas ele decidiu partir para outros voos. E qual o caminho escolhido? O Valência, que vivia um período de crise de resultados, para o lugar de Diego Alves… que tinha partido para o Flamengo com um objectivo em específico: ir ao Mundial’18 e representar o Brasil! E vejam lá bem quem foi convocado… mas outra coincidência é que, para a Copa América 2015, Neto foi à competição… no lugar de Diego Alves que se lesionara! Isto é muito azar também… 

Neto tem sido figura num Valência que está numa forma soberba sob leme do treinador Marcelino, e Diego Alves está (ainda mais) perto dos olhos dos brasileiros e continua sem ser chamado… ele que, mesmo em Espanha, era destaque contínuo no Valência e mesmo assim não merecia a confiança do staff técnico brasileiro.

Saber esperar… oportunidade… diferenças de qualidade? Existem muitas perguntas que careciam de conclusões, mas nada em concreto existe. Mas é irónico… porque o futebol tem disto mesmo. 

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