Portugal como na China, por exemplo: Só podiam haver guardiões portugueses.

Nos países do Oriente, com grande destaque para a China pela dimensão que está a atingir com as contratações milionárias que pretendem potenciar o país como um dos maiores no futebol, existem limitações para as balizas: só podem ter guardiões do país nativo. Ou seja, na China sê chinês, por assim dizer, na baliza. Por exemplo.

Existem limitações, pegando neste exemplo, na inscrição de estrangeiros que tem um limite de 3 jogadores de outra nacionalidade. E como os milhões são para potenciar a liga nacional, opta-se por “grandes craques” na  linha da frente principalmente. Mas na baliza estão mesmo proibidos de buscar guardiões de outra nacionalidade para potenciar uma lacuna bem presente na realidade do futebol chinês… a baliza e quem a defende. (ver aqui)

E se acontecesse isto em Portugal? 

Pegando nas balizas titulares dos clubes da 1a liga portuguesa:

 

10 brasileiros, 7 portugueses, 1 espanhol. Nem há muito tempo, com as titularidades de José Sá, Quim, Mário Felgueiras, Moreira, o número de portugueses subia imenso. Mas… quem estaria mais preparado para esta possível mudança?

As balizas do Vitória FC, Tondela, Chaves são totalmente constituídas por guardiões portugueses.

O Marítimo, Feirense, Moreirense, Boavista, por exemplo, não têm qualquer português nas balizas da equipa principal sénior. Estas seriam as que teriam mais dificuldades na adaptação a este possível modelo…

Nos 3 grandes, aconteceu algo raro nos dias de hoje: apresentaram, boa parte da época, guardiões portugueses a titular. 

Existe então alguma diversidade de opções totais para cada baliza nas nacionalidades… mas o padrão é idêntico: a titular, só portugueses e latinos. Curioso…

Mas o que traria este modelo a Portugal?

A resposta é talvez simples: maior divulgação e potenciação do guardião português que, chegando à primeira liga, é muitas vezes relegado para segunda opção. É um fenómeno que tem vindo a dissipar-se, talvez por essa razão não se saiba quem pode ir ao Mundial’18 na baliza portuguesa além de Rui Patrício. Beto, Anthony Lopes, José Sá, Bruno Varela? Cláudio Ramos por exemplo (porque não?)?

As novas opções na baliza nacional deram-se pela aposta interna nos mesmos. E isso abre logo novas alternativas. Além de um guardião cada vez mais identificável e com personalidade vincada, seria mais valorizado no mercado nacional e internacional, levando a um maior crescimento da posição em Portugal.

Fará sentido? Com o Projecto 1… talvez fosse uma medida complementar, dando seguimento ao possível trabalho na formação.

  • Gonçalo Xavier, A Última Barreira
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