Daqueles problemas que com alguém mais experiente são menos frequentes. Porque se expõem menos aos mesmos. José Sá teve uma daquelas noites europeias de muita irreverência… sem necessidade. Nada sobre defesa de baliza. Apenas… momentos do jogo como a transição defesa-ataque.

Na derrota por 5-0 do Porto contra o Liverpool, para a Liga dos Campeões, o guardião português tem culpas directas num dos golos. Apenas… e só. Erro técnico clamoroso deixando a bola passar por baixo do seu corpo. A partir daí foi um mar de más decisões de toda a equipa, juntamente com muita apatia.

A mensagem de sair a jogar rapidamente de forma curta, com o pé ou mão, era clara. E é um tipo de gesto que em Portugal resulta bem na maioria das vezes, por via de uma maior confiança dos seus colegas no jogo. Mas, perante uma equipa altamente pressionante aquando da organização ofensiva desde trás dos “dragões”, é preciso adaptações. E José Sá começou com o pensamento de querer tudo muito rápido… quando o contexto não pedia isso.

Deixar a equipa respirar e avançar no terreno, dar tempo à defesa de abrir para sair a jogar, tudo isto são pormenores que fazem acalmar o jogo, tal como o dito “meter gelo”. E este último nada mais é que, quando a bola está na mão, esperar pela re-organização da sua equipa. E foi isso que não fez… e causou muitos problemas a si mesmo no início do jogo, e que mais tarde entendeu. No video abaixo estão exemplos de insucesso na saída a jogar rápida para zonas de pressão adversária, em comparação com momentos de sucesso. E percebam a diferença dos dois momentos. O que algo “simples” como esperar pode originar na equipa…

 

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