Hoje o Benfica empatou a 2 golos na Luz contra o Portimonense e Svilar voltou à baliza encarnada.

E, nos dois golos sofridos, mostrou uma “mania” (não há outra justificação para tal gesto/movimento) em contexto de bola parada/cruzamento: Dar um passe em frente a dar a entender que se vai sair e recua imediatamente, sendo que o movimento que faz defensivo não tem mais nenhum apoio implícito, lançando-se ao estímulo seguinte com os apoios fixos.

 

Se sair, terá que ir com tudo para o lance de forma a segurá-lo ou afastar o perigo. Se fica, terá que ficar preparado com os apoios bem orientados para um remate ou ressalto e responder da melhor forma. Este comportamento faz com que nem consiga nem um destes objectivos… e que o outro (este último) seja mais complicado.

Ou seja, quando recua, se há um remate, ele não faz mais qualquer apoio, lançando-se para a bola como estiver. Isto desequilibra tanto o seu corpo como a percepção de onde e como a bola irá cair, tirando boa parte do sucesso da acção. Ficam os lances para perceberem o que falamos, numa confusão de comportamento e acção que deixa qualquer um a pensar de qual é a finalidade deste movimento. Existe ainda muita incoerência nos seus movimentos em campo e este em particular, traz já desde os tempos na Bélgica. Ora vejam os lances:

 

Neste segundo lance, o erro técnico na falha do desvio ou bloqueio, deriva dos pontos acima referidos: corpo desequilibrado que afecta a acção final. O problema estava já antes do remate surgir.
– Gonçalo Xavier, A Última Barreira
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