Hoje o Real Madrid foi humilhado em Inglaterra, na casa emprestada para o Tottenham, por 3-1. E é mesmo esta a definição apropriada.

Os espanhóis não vivem o melhor momento de forma e somaram a sua segunda derrota seguida (depois do desaire na liga espanhola contra o Girona) algo que não acontecia há imensos meses. Há muitos culpados neste momento mas há um pormenor que não nos passa indiferente pois é sintomático: há um Real Madrid com e sem Keylor Navas. E prova disso é, perante a mesma equipa, lance e até momento do jogo, Casilla sofreu golo e o costa-riquenho não. Quem ver?

 

Kiko Casilla é mais passivo do que Keylor. E a equipa ressente-se dessa mudança de guarda-redes. Porque o último consegue antecipar (muito bem) quando a equipa pode falhar. E falha muitas vezes por descuido e desleixo… que são compensadas pela leitura de jogo de qualidade do costa-riquenho.
O guardião costa-riquenho está normalmente activo no jogo e essa confiança e concentração passa para a equipa. Ele aparece em locais que poucos prevêem que ele possa aparecer para antecipar alguma jogada, fruto da sua agilidade, velocidade e coragem. Este tipo de lance (que é estudado e habitual no Tottenham) teve dois desfechos diferentes. E tudo isso porque os guarda-redes são diferentes. Tanto que o voo de Casilla era para evitar o remate após o cruzamento e não para antecipar o lance, caso contrário teria outro tipo de movimentos e apoios.
É incrível notar o impacto nesta equipa de Keylor Navas e a sua importância, quando ele é sempre dos apontados à saída para a entrada de De Gea. É apenas… curioso.
– Gonçalo Xavier (A Última Barreira)
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