Jogar no guarda-redes sem consequências positivas. Benfica em Basel.

O SL Benfica apresentou-se de forma desinspirada em Basileia. Além da derrota por 5-0 na Champions contra o campeão suiço, não conseguiram ter ousadia de progressão no terreno. E essa dificuldade começou desde trás.

Se havia situação que era bem controlada pela equipa “encarnada” na época passada, era o jogo recuado de Ederson que tanto jogava curto e oferecia soluções mais baixas aos defesas e médios, como também disparava longo e forte para a equipa buscar a bola na cabeça e ganhar a segunda bola. E essa capacidade obrigava as equipas adversárias a recuar no terreno pois a qualquer momento podiam ter uma bola longa e não estariam preparadas para evitar perigo.

O Benfica deste ano, já usou dois guarda-redes: Bruno Varela e Julio Cesar. Se o primeiro não tem problema na batida longa (tem um pontapé forte), o segundo não ousa tais patamares e prefere jogar curto. O problema é quando a equipa não se adaptou ainda a quem tem na baliza e não oferece soluções para essa mudança de paradigma do guarda-redes na primeira organização. Vejamos este lance que é bem exemplificativo:

 

A defesa encarnada trocou a bola quase um minuto sem qualquer objectividade ou sentido vertical. Sempre a lateralizar ou a recuar. Julio tocou 3 vezes na bola e por fim acontece este momento:

Zero soluções curtas plausíveis e um desespero grande do guardião brasileiro para alguém vir buscar jogo. Ninguém foi e foi obrigado a bater… e a jogada perdeu-se sem ter nascido sequer.

E isto é algo que está a faltar no Benfica deste ano. Qualidade na saída de jogo e posse a pensar na progressão. E o papel do guarda-redes, no meio desta incoerência, ainda não está bem definido. Algo a rever… há mais problemas, mas neste artigo era apenas para focar na distribuição do guarda-redes.

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