A observar desde há algum tempo a evolução de Ricardo Nunes no Desp.Chaves, e é fácil constatar algo nos guarda-redes do clube transmontano: A capacidade de posicionar bem é uma valência. E é coerente.

O trabalho desenvolvido por Carlos Pires, treinador específico de guarda-redes no clube, tem levado tanto Ricardo Nunes como António Filipe a sair da baliza. O posicionamento alto para diminuir ângulo de remate ao adversário, seja em remates exteriores ou no 1×1. E isso Ricardo, por exemplo, fá-lo como poucos. Observamos alguns lances só desta nova época 2017/18, nos jogos em Guimarães e contra o Benfica em Chaves.

Num remate dentro da área:

Posicionamento fora da pequena área e à espera de uma possível recepção do avançado. De seguida faz a aproximação, com o centro de gravidade baixo e com os braços em largura máxima.

Video desse momento:

Num remate exterior:

Mal percebe que existe a recepção orientada do avançado vimaranense para o remate, avança até ao limite da pequena área para encurtar espaço de remate e voar para o lance.

Video:

Posicionamento alto à espera do passe de ruptura e recuperação/aproximação ao jogador que faz o remate:

Primeiro posicionamento: central, alto e à espera de um possível passe de ruptura entre os centrais.

Percebe que o passe não vai entrar como esperava, recua quando portador da bola (Jonas) avança pela zona central e volta a encurtar o espaço para o remate de Cervi, acabando por defender.

Video:

Em suma, a coerência no posicionamento está lá. A prioridade é encurtar ângulo de remate a quem faz o remate e reagindo com rapidez ao mesmo e de sair aos pés do adversário o mais rápido possível quando este recepciona e orienta para o remate. Muito trabalho de casa aqui em que com, mais ou menos resultado (não se joga sozinho também, há um adversário do outro lado que tem qualidade), o processo está lá e é coerente.

  • Gonçalo Xavier, A Última Barreira
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