São 17 anos de idade (quase 18, no final do ano) em que Radoslaw Majecki apresenta um potencial tremendo, na linha de guarda-redes talentosos oriundos da Polónia.

Formado no Légia de Varsóvia, fez o percurso todo nas camadas jovens no clube e nas seleções jovens polacas (dos sub15 aos sub19). Na época passada jogou na equipa junior – tanto na liga como na Youth League onde, por exemplo, calhou contra o Sporting – e na equipa reserva (Legia II).

Com 1.91m tem, apesar da altura considerável, uma agilidade e rapidez bem acima do normal dos guardiões com esta morfologia. Não é nada pesado mas impõe-se com naturalidade pela sua presença e proactividade. Esta época o clube do Légia entendeu que, mesmo com 17 anos, estava na altura de pisar palcos mais exigentes e jogar muito em quantidade. Assinou por empréstimo pelo Mielec (2ºliga polaca) onde já assumiu a titularidade.

Está num clube ideal neste momento da sua carreira onde precisa de se mostrar: tem um público e adeptos exigentes como no Légia onde poderá lidar com a pressão, tem uma jogabilidade desde trás – onde pode melhorar a sua capacidade de passe e de enquadramento numa equipa de estilo “grande” – entre outros aspectos como os objectivos da equipa serem “altos” para o contexto em que estão. Tudo isto pode ser benéfico ao sucesso.

A sua capacidade de comunicação é fantástica e lidera a equipa de homens feitos com 30 e poucos anos quando ele mesmo ainda nem é “maior de idade”. Prefere ter uma postura mais defensiva, cobrindo mais a baliza do que o espaço, mas é eficaz nesta intenção. Espera pelo remate mais do que os tenta antecipar (ainda não domina essa capacidade nem teve indicações para tal ao longo do seu percurso).

O que impressiona são os seus apoios e como está sempre activo. Os pés sempre bem orientados e sempre com o corpo médio/baixo e preparado para qualquer reacção. Tem rapidez e assertividade na forma como coloca os pés mediante o posicionamento da bola e do ataque contrário. Ainda não é um guarda-redes na posse de todas as capacidades mas dá mostras de competência e vontade (pelo que colegas de trabalho apontam sobre o jovem) de ser melhor. É seguro e tenta fazer tudo de forma simples. E isso é uma grande qualidade. Terá de moldar a sua capacidade mais ofensiva, saindo mais da baliza, tanto pelo ar como chão. Se o fizer, poderá ser melhor e estar mais enquadrado com a realidade actual.

Eis um resumo no jogo contra o Sporting: (ver aqui)

  • Gonçalo Xavier , A Última Barreira

 

 

 

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