Foi no domingo passado que a Holanda em futebol feminino, numa prova que recebeu “em sua casa”, conquistou de forma incrível o Europeu’17.

Chegaram à final contra a Dinamarca só com vitórias e tendo sofrido apenas num (!) jogo em 5 até à dita final. Sofreram mais golos na final (2) que na restante competição (1). A vitória sorriu às holandesas por 4-2 contra as dinamarquesas num jogo levado ao limite em termos ofensivos.

Num futebol atraente no estilo, bastante virado para a parte ofensiva dos encontros mesmo com equipas de maior (em teoria) qualidade, a Holanda mostrou-se altamente competente chegando à vitória tão ansiada por aquele povo só com vitórias em toda a competição. E na baliza teve um esteio de qualidade e de frieza.

Sari van Veenendaal, guardiã holandesa do Arsenal, tem 27 anos. Não é sequer indiscutível no clube fazendo parte de uma alta rotação na baliza, e até na seleção holandesa não era até antes da competição. Chegou, mostrou-se e venceu. Toda a calma nas suas acções, frieza nas abordagens e assertividade, deu a tranquilidade necessária a uma equipa que pensa o jogo para a frente. Adaptou-se facilmente à organização desde trás (talvez por hábito no Arsenal que tem igual abordagem) e mostrou competência dentro e fora dos postes perante investidas adversárias. Por vezes mais que não fazer grandes defesas, o melhor é mesmo passar despercebido no jogo no que diz respeito a erros. E podemos terminar este rescaldo a dizer: Sari não errou praticamente nada, fazendo uma exibição na competição quase perfeita. E nem precisou de grandes voos.

Um título merecido para a melhor defesa e equipa da competição.

  • Gonçalo Xavier , A Última Barreira
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