Desde a época de estreia na Liga NOS, em 2015/16, muito mudou na baliza do CD Tondela.

Na altura, recém promovidos com um grau de preponderância na baliza por Cláudio Ramos, foram buscar alguém muito experiente… Matt Jones. Os resultados não ajudaram mas o seu rendimento esteve bastante áquem tendo em conta o seu historial de primeira liga. A meio da época foram buscar Zubikarai à Real Sociedad (suplente de Claudio Bravo em tempos) e assumiu logo a baliza. Enquanto isso, o herói da época anterior que deu uma subida histórica ao clube, continuava à espera da oportunidade que não surgia. Este assunto até foi motivo de análise por A Última Barreira (ver aqui)

O seu rendimento também esteve aquém do esperado e o Tondela, em total desespero em busca da manutenção, colocou na baliza Claúdio Ramos. Os adeptos do Tondela suspiravam por “aleluia”. Resultou mesmo numa melhoria de rendimento da equipa e histórica manutenção. Claúdio era novamente herói (já começava a ser recorrente).

No ano a seguir a filosofia mudou: iam para a luta SÓ com guarda-redes portugueses. Mantiveram Miguel Batista como 3a escolha e contrataram ao vizinho Académico de Viseu, Ricardo Janota, que tinha sido um dos destaques da época anterior na 2a liga portuguesa. E com Claúdio Ramos em pleno destaque durante toda a época, voltaram a conseguir a manutenção na última jornada. E novamente… Cláudio foi o jogador do ano no clube (segundo os adeptos do Tondela).

Esta época, a terceira na primeira liga, acabam de fazer uma pequena mudança no lote de guardiões. Miguel Batista foi emprestado a um clube no CPP e chega para o seu lugar Ricardo Moura que ajudou à manutenção do Leixões SC na 2a liga. Um jovem talento que tem impressionado nos anos de segunda liga portuguesa e que tem assim o “prémio” merecido num clube que valoriza o guarda-redes português. E faz sentido nesta psicologia refrescante e valorizadora do guardião português. Já no caminho inverso Miguel parte para um clube para ter minutos e evoluir em campo.

Um exemplo a seguir com lições aprendidas do passado (que não resultaram) e com um lote de 3 guarda-redes fantásticos sem esquecer o grande treinador de guarda-redes que têm… João Ricardo!

  • Gonçalo Xavier – A Última Barreira
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