É uma das obras primas no que ao desporto diz respeito, principalmente no futebol.

“Uma vida curta demais” é a biografia de Robert Enke feita por um amigo pessoal, Ronald Reng, que conta todo o percurso do guardião enquanto vivo. E numa das passagens de um diário que o guardião escrevia para tentar ultrapassar a depressão, enquanto jogava no Fenerbahce, escreveu palavras… brutais. No sentido mais pesado da palavra. Passamos a citar em português:

O meu ano no Barcelona mudou-me bastante. Toda a auto-confiança que construí em 3 anos em Lisboa foram retiradas de mim. No meu estado actual não estou preparado para o futebol. Noutros tempos não admitia mas agora penso: fico feliz quando não jogo, mesmo nos treinos. Quando o treinador me deixa de fora eu sinto que é uma grande injustiça mas na realidade estou sempre calmo e relaxado quando assisto aos jogos fora de campo. Eu tenho também medo da opinião do público, da imprensa e dos olhares das pessoas. Estou paralisado pelo medo. Eu não sei há quanto tempo é que ia para um jogo excitado ou calmo.

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