Hoje o Arsenal venceu a FA Cup ao eterno rival, Chelsea, com uma vitória por 2-1. Um jogo que nos deu um momento em fotografia para relembrar (ver aqui)

Mas no golo do Chelsea é preciso ter alguma análise a Ospina e a forma como encarou o remate desde a sua origem. Segue o golo:

 

1- Posicionamento em cima da linha de golo:

É um posicionamento mais que legítimo. Cada guarda-redes coloca-se no local que mais conforto lhe dá para reagir a remates ou possíveis cruzamentos ou outro tipo de lances. Como Ospina é um guarda-redes normalmente rápido e ágil, um posicionamento a retirar profundidade é propício a este estilo de guardião.

2- Fixar os apoios… ainda o remate não tinha partido.

Fixar para voar é normal. Fixar quando o remate ainda não tinha acontecido é que não. E foi o que aconteceu aqui.

Diego Costa recepcionou com o peito e nesse momento Ospina já tinha fixado os apoios à espera do remate que se previa de seguida. E assim permaneceu até o remate partir. Um remate que teve um desvio e que só parou dentro da baliza.

3- Fixar os apoios e impulsão para voo tardia.

Após o remate que sofreu o desvio, Ospina exerceu força num dos seus pés e voou para o lance tentando evitar o golo. Mas lançou-se tardiamente e o desvio no defesa impossibilitou uma reacção precisa para desviar com a mão evitando o golo.

4- Pé errado para partir para o voo. 

Com o corpo em gravidade baixa, tentou voar com o pé mais distante. Se usasse o seu pé direito o voo teria mais equilíbrio e mais alcance para evitar o golo.

Como poderia ser evitado? Postura proactiva no lance “como mandam as regras” e um simples deslocamento. Fazendo o contrário de tudo o que foi mencionado em cima poderia ser um passo para o sucesso também.

Um lance que deixa muitas hipóteses de reflexão. Esta é apenas uma de muitas possíveis.

  • Gonçalo Xavier – A Última Barreira.

 

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