Após a saída de Iker Casillas há época e meia, é esta a questão que paira no ar no Real Madrid para a baliza madridista. Como será o futuro da baliza?

Keylor Navas foi o seu sucessor, interno, mas esteve em risco de não ser. A transferência de De Gea “rompeu” por problemas informáticos nos últimos minutos do mercado de transferências na época de 2015/16 em que envolvia a troca direta com Keylor. E ambos permaneceram nos seus clubes durante essa temporada e brilharam.

Apesar da época brilhante de Keylor Navas, que foi decisivo na conquista da Liga dos Campeões, nunca colheu unanimidade nos adeptos. Mas mantinha rendimento e assim era menos criticável. Essa transferência de De Gea foi esquecida… mas volvida uma época, intensificaram os rumores para a baliza do Real. Primeiro Courtois… e agora Lloris. A queda de rendimento de Keylor, na opinião dos adeptos, está a causar mau-estar entre os mesmos e o Real procura um guarda-redes “galático”. Mas porquê Courtois e Lloris?

Ambos os guarda-redes têm classe mundial. Courtois esta época, no líder inglês Chelsea, está a mostrar capacidades acima da média dentro dos postes (como nos habituou no Atlético Madrid) e tem sido uma barrreira dificil de ultrapassar. E Lloris? Para nós, é o guarda-redes mais completo em Inglaterra. Ele defende, ele faz jogar, ele dá estabilidade e é um líder nato. E esse perfil conquista adeptos… e os adeptos madridistas são bastante exigentes. Mas para os mesmos, a oportunidade da “facada” no rival de Madrid ao contratar Courtois seria algo que não descartavam. E o Real tenta fazer isso frequentemente.

Apesar de Navas ser uma figura fantástica, dentro e fora de campo, percebe-se a intenção do Real de mudar de guarda-redes, principalmente tendo em conta a sua “cultura”. Os seus jogadores têm outro perfil e calibre mediático e Keylor foge dessa realidade, apesar de ter rendimento. E o Real além de um clube de futebol, é uma marca que procura jogadores para vender camisolas. Apesar de Navas ser um ídolo na Costa-Rica, não tem a dimensão de mercado como França ou Bélgica. E neste último caso, em Courtois, não é tanto pelo país mas pelo passado no rival de Madrid.

Tendo isto tudo em conta, qualquer um dos nomes faz sentido. A carreira de Navas no Real está por um fio e não é por sua culpa. É o problema de viver o desporto e a vida de uma forma “recatada” …

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