Rotatividade é um nome habitual quando se fala em taças internas, sendo algo recorrente nas balizas.

A nível mundial é isso que acontece independentemente do momento de forma do guarda-redes que vai entrar ou sair da baliza… os jogos da taça são para os guarda-redes suplentes. Pelo menos nas eliminatórias iniciais. Com o decorrer da competição poderá ser alterada a lógica mediante os objectivos da equipa para a época e o cumprimento (ou não) dos mesmos. Como tal, por vezes há uma inversão do pensamento e começa a jogar o guarda-redes que é, em teoria e na prática, o habitual titular da equipa. 

Hoje há um grande jogo da Taça de Portugal que coloca o Chaves e o Sporting em confronto directo em jogo dos Quartos de Final da competição. Até ao momento, Beto fez os jogos  iniciais desta competição (nas vitórias ao Famalicão (1-0), Praiense (5-1)), entregando a baliza a Rui Patrício na eliminatória anterior a esta, na vitória no Bonfim ao Vitória FC por 1-0. É preciso enquadrar esta titularidade no seu contexto.

O Sporting vinha de duas derrotas, em duas frentes distintas (Liga dos Campeões contra o Légia e Liga contra o Benfica) e como tal não poderia falhar na deslocação ao Bonfim. Assim, apresentou a equipa normalmente titular e venceram por 1-0 (Rui Patrício foi até decisivo para o desfecho final da partida). Aí a lógica da rotatividade foi quebrada pelo contexto adverso. E é algo que repete no dia de hoje…

Hoje o Sporting não pode falhar, sob pena de ficar longe dos objectivos mínimos para esta temporada. Tendo em conta o historial do clube nestes contextos esta época, a aposta óbvia é a da titularidade de Rui Patrício. Beto tem impressionado esta temporada mas quando o momento é de “apuros”, JJ aposta em Rui Patrício. Hoje é um desses casos em que a rotatividade será esquecida para a tentativa de resolução dos problemas. Pelo menos é o que a história recente aponta…

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