É um dos temas mais debatidos em Inglaterra e daqueles que geram mais controvérsia e opiniões extremadas.

O assunto Cláudio Bravo no Manchester City é polémico. E isso vai além do rendimento desportivo do guarda-redes que é apenas uma consequência de um contexto altamente adverso. E ninguém consegue ter rendimento perante uma atmosfera tão densa de negativismo. Ou pelo menos é muito complicado.

São os adeptos que olham para o Bravo como o “responsável” pela saída de Joe Hart (ídolo no clube), apesar de não ser o culpado de tal decisão (mas sim Guardiola). É o modelo defensivo da equipa e vulnerabilidade dos seus defesas que o colocam sistematicamente perante adversários isolados. É o próprio Bravo que não se está a adaptar ao futebol inglês e, principalmente, ultrapassar tal atmosfera densa no seu clube.

O alto custo da sua transferência (cerca de 16M de euros) tal como chegar do Barcelona, onde venceu quase tudo, e ainda ser o homem que tirou Hart do clube (indirectamente) são factores que não facilitam o rendimento, pois a expectativa (e principalmente a exigência) estão a níveis estratosféricos. Ao ponto de não poder sequer ter um erro, mesmo que não dê em golo. Nada lhe é perdoado e tudo é analisado até à exaustão pelos tablóides ingleses.

Bravo tem sido exposto por toda a imprensa inglesa que procura conteúdos para alimentarem esta polémica e mau momento de forma (que existe, é verdade). E isso não será ultrapassado mesmo que Bravo começasse a defender tudo. Não é tão simples a questão.

Certo é que Bravo nunca foi acarinhado no clube e, neste momento mau, é quando os maiores críticos aparecem. Não é fácil dar a volta a esta situação tão complexa… talvez seja o maior desafio na carreira de Bravo e também de Guardiola, que o contratou.

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