Está na moda marcar de livre. Aliás, 2017 está a ser pródigo em golos de livre directo.

Quem iniciou esta “moda” e tendência foi Messi com 3 golos de livre só nestes primeiros dias do ano. Como ele, outros jogadores já marcaram desta forma. Hoje, por exemplo, existiram (mais mediatizados) 3 golos de livre directo: Iuri Medeiros ao Benfica, Barton ao Southampton, Moukandjo à Burkina Faso. Para o que queremos falar, chega falar dos últimos dois. Porquê? Ederson não tentou adivinhar o lance… e os outros tentaram. Vamos mostrar os lances:

Barton vs Forster (Southampton):

Moukandjo vs Burkina Faso:

Em ambos os lances, os guarda-redes em questão deram (mais ou menos) passos para o lado da barreira. No caso de Forster foi mais gritante porque esses passos foram após a bola ter sido rematada, dificultando a sua reacção ao remate. E em ambos os casos, esses passos (como aconteceram, por exemplo, em dois desses golos de livre de Messi) foram cruciais para o desfecho final e o menos desejado… o golo.

O que determina o insucesso do guardião em livres directos prendem-se por estes factores :

  • Barreiras densas. Isto dá origem ao “amontoar” de jogadores na barreira  (entre os seus jogadores e dos adversários) que dificultem a visão do guardião.
  • Como referido neste artigo, os passos para um dos lados em tentativa de adivinhação que impossibilita uma melhor reacção para o lado em que a bola se destina na baliza;
  • A decisão da mão a utilizar e do gesto técnico a adoptar para o lance;
  • Os apoios e deslocamentos para o voo final.

Os livres directos são complexos daí tantas chances de possível insucesso. Cabe ao guarda-redes tentar minorar a possibilidade de êxito do adversário.

E este tipo de lance é estudado até à exaustão a nível profissional. Estudam-se os guarda-redes adversários e vice-versa. O que torna esta questão cada vez mais sensível.

  • Gonçalo Xavier (A Última Barreira)
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