É uma das máximas da baliza. Se o jogador contrário tem marcação do defesa e se tem a bola controlada (mesmo que parcialmente), é imperial a manutenção do guardião na baliza (isto para lances fora da área). Salvo raríssimas excepções, tem de ser uma máxima a ser seguida. E isso foi o que Stekelenburg não fez no golo de hoje de Ibrahimovic, como podem ver no video seguinte:

O jogador do Manchester faz um passe longo, entre os dois defesas centrais, a procurar a profundidade de Ibrahimovic. O sueco teve acompanhamento do defesa e sempre a “proteger” o pé mais forte do avançado (o direito), condicionando a sua acção para o mais exterior possível, como podem ver nas imagens seguinte:

Depois referir o posicionamento do guarda-redes e a sua atitude no lance:

Perante tais movimentações, era desnecessária a acção do guarda-redes fora da área. Falhou no timing de saída (talvez por leitura lenta do lance ou por simplesmente estar muito recuado quando o passe longo sai), quando a sua acção não traria qualquer vantagem. Só trouxe vantagem ao avançado contrário, como é Ibrahimovic, que com a sua inteligência percebeu o erro do guardião e “picou” a bola por cima. Se o guardião do Everton tivesse ficado mais recuado, à espera do desenrolar do lance, possivelmente não iria sofrer golo. Pelo menos com uma bola por cima do seu corpo desta forma nunca seria…

Portanto a reter: Se o avançado tem a bola controlada, não se ataca a bola… fica-se à espera da sua acção seguinte. Se não tiver aí ataca-se a bola. E se tiver controlada (ou parcialmente controlada como neste caso) e com marcação, ainda por cima fora da área, fica-se na sua área de segurança à espera do gesto técnico seguinte.

Eis um mau exemplo de controlo de profundidade, tema tão actual no treino de guarda-redes em Portugal.

  • Gonçalo Xavier – A Última Barreira

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