Muito se tem elogiado a postura de Ter-Stegen na primeira organização do Barcelona. As qualidades de pés de Ter-Stegen têm sido amplamente elogiadas. Mas por vezes… complica em demasia. Hoje foi um desses casos, como podem ver aqui:

https://streamable.com/pbju

 

Mas terá sido exclusivamente um lance com culpas para o guardião alemão mas das diretivas que tem para cada partida na sua liberdade com os pés? Talvez as duas. Mas ninguém esperava que num jogo a 15 minutos do final, com 3-2 no resultado (sendo que o Barça minutos antes marcou dois golos seguidos e estava em ascensão na partida) fizesse uma loucura destas. Uma coisa é com o resultado em 4-0 a seu favor… outra é nestes moldes. A isto chama-se a análise do contexto do jogo, ou a análise do momento. 

Vejamos o início do lance. Recebe a bola a partir do seu lado esquerdo na defesa, dando uma linha de passe perfeita perante a pressão do extremo ao seu colega. Como mostra a seguinte imagem:

O problema? Esteve a seguir. Depois de rececionar, demorou muito tempo a estudar o destino do seu passe. Tinha linhas de passe mas preferiu temporizar perante alguma pressão da equipa adversária. Não olhou sequer para o lado contrário, denunciando o que ia fazer. Ora vejam as hipóteses:

Neste momento tinha duas hipóteses no flanco contrário e ainda tinha a hipótese da bola mais clara no espaço das costas da pressão adversária e onde haviam duas possibilidades da sua equipa para receber. Decidiu, erradamente, em optar por voltar ao mesmo jogador do qual tinha recebido o passe. Deu em golo… e podia ter simplificado! Até a sua postura corporal denunciou-o no lance, levando ao seu erro direto. 

No final? Ter-Stegen admitiu a culpa e Piqué defendeu-o. Fica ao vosso critério a restante análise do lance, depois da nossa fundamentação.

  • Gonçalo Xavier – A Última Barreira

 

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