O papel de Buffon na organização ofensiva da Juventus podem ser resumidos com os seguintes dados:

Quem foi o único guardião, na jornada da Champions, a não falhar um único passe? Claro: Gigi Buffon.󾓓Foram 21 passes…

Publicado por The UB em Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

Mas não só… Há um padrão.

Na jornada inaugural contra o Sevilha, que terminou empatado a zero, Buffon apresentou dados semelhantes aos da noite em Zagreb mas com diferenças na eficácia. É certo que os jogos foram diferentes mas a identidade da Juventus manteve-se na partida contra o Sevilha apesar da valia superior da equipa adversária. Estes foram os dados de Buffon (em matéria de passes) nesse encontro:

Em primeiro lugar, fez o dobro (!) dos passes contra o Sevilha, em comparação do encontro contra o Zagreb (42 vs 21)

Acertou todos os passes a curta e média distância (7 e 24 respectivamente) 

Concretizou o mesmo número de passes longos que no jogo contra o Zagreb, mas falhou 7. Acabou com uma eficácia de passe de 83%.

Padrão na eficácia e método do passe… e não só. Também no destino!

O padrão do destino dos passes manteve-se, sendo esta das maiores curiosidades e bastante elucidativa do modo de jogar da Juventus.

Para os defesas: 

Contra o Zagreb: Bonucci e Barzagli receberam 13 passes dos 21 que Buffon fez (8 e 5 respectivamente). O outro central, Chiellini recebeu menos passes (2).

Contra o Sevilha: Bonucci e Barzagli receberam 23 passes dos 42 que Buffon fez (10 e 13 respectivamente). O outro central, Chiellini, recebeu 6 passes.

Em média, Buffon faz 70% dos seus passes para os defesas, como comprovam os dados acima.

Nota (à parte): Esta diferença de mais passes, contra o Sevilha, de Barzagli pode-se explicar pela noção do treinador Sampaoli de ter dado mais indicações de pressionar Bonucci pela sua elevada qualidade técnica. Esses dados são facilmente explicados pela eficácia de passe de Bonucci em comparação com os outros defesas. Acertou 77% dos passes enquanto que Barzagli e Chiellini tiveram eficácias de 90% e 89% respectivamente. E todos eles fizeram em média 70 passes na partida. Curioso… 

Para os restantes jogadores:

Contra o Zagreb: Os restantes 6 passes foram para os trincos (4 deles) e 2 no total para os alas.

Contra o Sevilha: Os restantes 6 passes concretizados foram para um dos trincos (2 no total), para os laterais (3 no total) e para um dos avançados (um no total), sendo esta a única diferença no “padrão” de organização de jogo da Juventus (um pontapé longo para o avançado). Sobre os 7 passes falhados não existe informação de como foram feitos e para quem. 

É fácil perceber com mera análise estatística, como podem anular a organização defensiva da Juventus certo? Talvez não seja assim tão linear mas é um bom passo para uma melhor partida. E Buffon é parte integral deste processo. 

  • Gonçalo Xavier (A Última Barreira)
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