A seleção nacional portuguesa de sub17 estreia-se amanhã no Europeu do escalão e com aspirações bastante altas.

Num grupo com a equipa anfitriã Azerbaijão e ainda equipas com maior nome da Escócia e principalmente a Bélgica, os portugueses têm mostrado qualidade de sobra para atingir altos patamares.

Na baliza surge, talvez, um dos pontos mais fortes da seleção. Na fase de elite de apuramento para esta fase final, a baliza foi repartida entre Diogo Costa (FC Porto) e Luis Maximiano (Sporting CP) num percurso imaculado de 3 vitórias em 3 jogos realizados. Durante este espaço temporal João Virginia (Arsenal) esteve fora das contas mas surge para surpresa de muitos (ou confirmação para outros) na convocatória final, juntamente com Diogo Costa.

Maximiano tem rodado entre a equipa de juvenis e de juniores dos leões e perdeu espaço para Virginia na seleção das Quinas. Tal razão poderá ter sido pela notável exibição do jovem ex-Benfica no Torneio Internacional Jovem que o Arsenal venceu e onde foi a principal figura do torneio. (Ver aqui uma das exibições). Mas não nos foquemos nas razões das convocatórias mas sim no que podem oferecer rumo ao objectivo.

Diogo Costa começará a titular na competição. Titular esta época entre os juvenis, juniores, em competições nacionais e internacionais, é tido como uma das maiores promessas a nível nacional para a baliza. Tanto que já foi convocado para a seleção olímpica (ver aqui) apesar de não ter saído do banco de suplentes. Fica a experiência e o voto de confiança de Rui Jorge e toda a estrutura da FPF no guardião. Representa o FC Porto e apesar de tenra idade já conta com alguma experiência na baliza.

Em traços gerais é um guarda-redes confiante, assertivo, comunicativo e de bastante qualidade dentro dos postes. Reage com especial facilidade a remates exteriores e é difícil de ser batido no 1×1. Neste último ponto usa o seu posicionamento para cortar ângulo de remate, não arriscando em saídas aos pés do avançado. Rápido e ágil nestes pontos e resolve os problemas com o seu posicionamento. Pelo ar não arrisca saídas e prefere estar entre os postes onde consegue, geralmente, resolver as possíveis hipóteses de golo. Tecnicamente e principalmente psicologicamente é um guarda-redes de grande nível.

João Virgínia não foge muito das características de Diogo. É curioso que ambos possam ser tão parecidos e de qualidade tão evidente. Não é tão “sóbrio” quanto Diogo, sendo bastante mais espectacular na forma de se entregar ao jogo. Mais agressivo (no bom sentido) no 1×1 e também no jogo em geral. Em qualidade dentro dos postes são parecidos mas com abordagens distintas. Um mais no posicionamento e outro na capacidade de reação.

No fundo, para concluir, esta é uma baliza recheada de qualidade e onde podem mesmo ser decisivos. Diogo será o titular mas caso seja Virginia a ir para dentro da baliza, a confiança dos colegas e da equipa técnica irá existir em igual proporção. Grandes talentos e temos aqui guarda-redes para muito tempo… prometem! 

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