O Atlético Mineiro vai ter hoje um importante jogo para a Copa Libertadores contra o Independiente Del Valle, equipa equatoriana. Com dez pontos conquistados, a equipa de Minas Gerais está muito perto de conseguir sua passagem aos oitavos de final da competição.

Dada a importância da partida, o guarda-redes Uilson ganhou especial atenção da comitiva técnica do Atlético Mineiro antes do confronto em Sangolqui, região metropolitana de Quito.

Além de se tratar da estreia do jovem guardião de 21 anos na Libertadores, Uilson vai ter um inimigo invisível nesta quarta-feira: a altitude a que vai ser disputado este jogo, visto que o Estádio Rumiñahu fica a aproximadamente 2.500 metros de altitude do nível do mar.

Este factor é decisivo na capacidade ventilatória dos atletas, mas não só… Esta elevada altitude é capaz de interferir consideravelmente na direção e na velocidade da bola. Motivo mais do que suficiente para Uilson receber conselhos e ter um trabalho diferenciado com Chiquinho, treinador de guarda-redes do Atlético Mineiro.

Durante a semana já trabalhamos com a bola usada na Libertadores, que é uma bola que balança mais. Em Belo Horizonte, sem altitude, ela já vem fazendo curva. Imagina com altitude? É preparar bem, para fazer o melhor.

O trabalho em campo foi praticamente o mesmo, mas as conversas foram diferentes, assim como a concentração. Tem que ser elevada, por ser um jogo desse tamanho, que é a Libertadores.                                                                                                                                        Uilson

Se para o jovem guarda-redes brasileiro a altitude é uma novidade, para o Atlético Mineiro o assunto é visto com mais naturalidade, visto que o clube já participou em jogos da Copa Libertadores disputados a grandes altitudes, no Perú ou na Colômbia, por exemplo.

Por isso, a preparação de Uilson também passou por fora do campo, em conversas com jogadores da equipa que já passaram por estas situações, como é o caso de Victor, antigo titular da equipa. “Conversei com o Victor. Também com o Lauro, que chegou agora e já mostrou ser um cara diferente. Falou-me que se estreou numa situação parecida também”.

“O coração bate mais forte, por ser um jogo tão especial como é, pela Libertadores. Mas vou procurar dar meu melhor e ajudar o Atlético a sair com a classificação de lá”, completou o jovem guardião.

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