Quem estivesse a ver o Vitória SC 1-0 FC Porto poderia achar que os guarda-redes estavam invertidos. Poderia achar que Miguel Silva é que tinha sido o melhor do mundo por diversas vezes e não Iker Casillas. Um esteve brilhante, o outro ficou ligado ao resultado final.

Mas além do erro de Iker, queremos realçar João Miguel Silva que foi o protector do Berço e fechou a 7 chaves as portas do Castelo. Se existia quem duvidasse do seu talento, começam a cair por terra os maiores críticos. São sucessivas as exibições de qualidade, as defesas vindas do além e a segurança de alguém que brilha bem perto de nós. É daqueles que sentimos que é do nosso sangue, o sangue nacional.

Ele possui uma capacidade com os pés acima da média, uma confiança para se sair – e com qualidade – pelo ar a cada investida em cruzamento tanto lateral ou frontal, ele sabe quase tudo do jogo. Os tempos de saída, os tempos para “congelar” o jogo, os locais onde deve desviar, tudo. Um dos maiores talentos a surgir da escola portuguesa recentemente com a patente de Luís Esteves antigo coordenador do treino de guarda-redes no Vitória SC.

Um bem-haja a Sérgio Conceição pela coragem de lançar o “menino” de ouro. Quem olhasse para o jogo pensaria certamente que era ele que já tinha vencido quase uma mão cheia de Champions, Europeus de Seleções e Mundiais, tudo. Mas não era, e está nas lides profissionais há bem pouco tempo. E que talento que ele tem…

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